top of page

Padrões e crenças que te limitam

  • Foto do escritor: Lucas Pacheco
    Lucas Pacheco
  • 5 de jul. de 2019
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 3 dias


Imagine o seguinte cenário:



Maria quando criança brincava na escola com um coleguinha do qual gostava ("paixonite" infantil) e esse coleguinha espalhou para os outros coleguinhas que Maria tinha chulé. Todos riram dela, colocaram apelidos e isso tudo a magoou e causou à ela um sofrimento. Alguns anos depois, já com seus 12 anos algo similar acontece, Maria se apaixona por um colega de classe, mas agora com um certo receio em vista o que aconteceu anteriormente você resolve se declarar por meio de uma carta. O garoto ao receber essa carta a rasga no intervalo tendo as outras pessoas da sua classe e ri dela. Mais uma vez Maria se sente magoada e aquela ação a causa sofrimento. Na adolescência conhece o João, rapaz educado, boa aparência, gosta de poesia e tira boas notas na faculdade. Ela se interessa por ele apesar de ter um certo receio. Ele a presenteia com flores, faz lindos poemas e passam horas e horas no telefone. Então ele a convida para ir a sua casa estudar e Maria após pensar muito resolve aceitar o convite, afinal ele é muito educado. Na casa do João ele recita um outro lindo poema, profere as palavras certas, diz que a ama e os dois pombinhos acabam fazendo sexo. No dia seguinte João não liga nem responde as chamadas de Maria. Na faculdade a olha com indiferença e ela não entende o porquê aquele rapaz perfeito mudou tanto. Maria resolve tirar a limpo o que está acontecendo e João a olha nos olhos e diz que o que tiveram era apenas sexo, ela o questiona sobre as palavras (eu te amo) ditas antes do ato e ele te diz que foram vazias apenas para convence-la a ir para cama com ele. As lagrimas são quase que instantâneas, mais uma vez uma ação do sexo masculino a causou sofrimento. Anos se passaram, agora com 32 anos ela, apesar de saber conscientemente que as pessoa são diferentes umas das outras, não consegue se entregar por completo a nenhum relacionamento e tem até uma repulsa para com o sexo oposto incluindo familiares os quais nunca teve motivo para sentir isso, sofre sem entender o porque de toda vez que se interessa por alguém ela sente uma ansiedade que a faz querer se isolar do mundo e acaba desmarcando compromissos fazendo com que os homens se afastem. O pai tenta vê-la há anos, mas ela sempre arruma um motivo para dizer não pois sente falta dele, mas quando estão perto ela se sente mal como se houvesse uma algo no pai que a causa repulsa. TO BE CONTINUED (a historia continua)...



Por que apesar de Maria saber que ama o pai, querer sair com rapazes interessantes, sempre surgem sensações físicas que a faz se afastar dessas pessoas independente dela querer o contrário?



É bem estranho se utilizarmos da lógica para entender esta situação, não é mesmo? Porém a lógica provém do nosso sistema analítico localizado no nosso consciente, diferentemente dos padrões criados pelo nosso inconsciente onde as memórias de longo prazo ou seja, as experiências adquiridas no decorrer de nossas vidas estão.


Sistema Analítico, Padrões e a sobrevivência


Primeiro precisamos entender que o nosso corpo tem como principal objetivo a sobrevivência. Para sobreviver precisamos primeiramente da energia - perceba que tudo que consumimos é transformado em energia (caloria) - que produzimos em meio a vários processos dentro do nosso organismo durante o consumo de alimentos para manter o corpo em funcionamento. Logo, o gasto demasiado de energia é visto como algo nocivo a sobrevivência fazendo com que o nosso corpo busque formas para poupar essas reservas energéticas. Devemos nos recordar que a nossa espécie (Homo Sapiens Sapiens) apareceu há cerca de 50 mil anos, quando não havíamos a segurança de cidades, países, armas de fogo, etc, tornando a vida muito mais difícil e os perigos naturais (animais selvagens, escassez de alimentos, etc) muito mais presentes. Qual foi a solução do nosso corpo para gastar menos energia? A automatização. Já notou que ao ler algo sobre algum assunto do qual você desconheça faz você cansar muito mais do que ler algo sobre assuntos que você já domina? Isso se dá pelo processo da automatização do nosso cérebro que visa automatizar ações e pensamentos para que ocorra um menor gasto energético. Quando nos é apresentado uma informação nova, "ligamos" o nosso sistema analítico para que possamos definir o que é real e o que não é, o que é verdade e o que não é, o que faz sentido e o que não faz e assim por diante. Esse processo requer um gasto energético muito maior do que a automatização. Podemos dizer de forma descontraída que o nosso cérebro é preguiçoso e não gosta muito de dúvidas, pois as mesmas o faz gastar muita energia. Por esse mesmo motivo tendemos a criar pré-concepções certas ou não sobre pessoas segundo suas vestimentas, informações, países, animais, etc.


Onde entra a hipnoterapia nisso?


O psicólogo utiliza a ferramenta hipnose por meio de técnicas e processos junto ao analisando unindo forças (condicionamentos, pensamentos rígidos, etc) agem diretamente nesses padrões reestruturando e alterando-os para que essas pré-concepções depreciativas deixem de existir fazendo com que a pessoa em tratamento deixe de se autoboicotar, sofrer com isso e com que ela siga a vida sem essas amarras que a privavam de viver a vida de forma mais livre e significativa..


E o que aconteceu com maria?


Após passar pelo processo da hipnoterapia junto a psicoterapia, Maria conseguiu reestruturar seus padrões que envolvem emoções de valência negativa e assim modificá-los conseguindo se aproximar novamente do pai, casar, ter um filho e seguir sua vida sem esse problema o qual a perseguiu durante anos a fazendo sofrer. Maria libertou-se.


A continuação da história



Maria obviamente é um nome fictício e a pedido da pessoa que possui seus motivos para não se expor eu resolvi alterar o seu nome verdadeiro. Hoje ela está com 34 anos e por não ter mais aquelas sensações físicas ligadas a ansiedade quando estava ou quando imaginava a hipótese de estar na presença de alguém do sexo masculino, hoje Maria está casada e com um filhinho, voltou a falar e conviver com o pai e inclusive a ter amigos homens.


E você? Se sente privado(a) de algo que gostaria de fazer? Tem a impressão que se autoboicota? Entre em contato e marque uma avaliação para vermos juntos como podemos ajudar você a melhorar sua vida.


Veja também as celebridades que já se beneficiaram com a hipnoterapia:





  


 
 
 

Comentários


  • Instagram
  • Instagram

©2019 by LP Psicoterapia

bottom of page