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Por que é tão difícil de parar de fumar sem acompanhamento psicológico mesmo com medicamentos?

Foto do escritor: Lucas Pacheco
Lucas Pacheco
9 de set.
6 min de leitura



Imagine a seguinte situação: Matheus, 38 anos, está subindo uma ladeira modestamente elevada e se percebe totalmente fadigado após 4 ou 5 minutos da caminhada. Reflete sobre os 15 anos que fuma, decide, mais uma vez, parar de vez com o vício e se sente muito bem com sua atitude e joga seu maço de cigarros no lixo.

Matheus marca uma consulta com um psiquiatra de sua cidade, explica sua situação, que já havia tentado tabletes e adesivos de nicotina, que apesar das estratégias ainda não conseguiu parar e o profissional receita a ele um medicamento que deve ser ministrado na língua e que faria o sabor do cigarro ser extremamente ruim quando fumasse.

De fato o liquido ao entrar em contato com sua língua transformara o sabor e a vontade de fumar praticamente se extinguiu. entretanto, Matheus depois do início do tratamento se sente muito mais ansioso, consumindo mais álcool do que de costume e mais agressivo nas interações com. as pessoas e em seu trabalho.

Continua...

Por que as pessoas fumam?



A primeira ideia que geralmente nos vem a cabeça é pelo vício à nicotina. O que não está necessariamente tão errado assim: mas, não é o único motivo e por vezes, nem mesmo é um dos motivos. Surpreso(a)? Pois, é! Nem tudo que a gente ouve é verídico - entretanto não se culpe assim! Eu também já acreditei nessa inverdade. Você não está sozinho(a)! E, é por isso mesmo que não vou deixar você aí a "deus dará", assim como a faculdade de psicologia e meus estudos não me deixaram.

Bom, poderia falara - ou escrever - horas sobre as neurociências da adicção, de hormônios e neurotransmissores que possuem influencia no processo de adicção, mas isso explicaria o "como" não o "porquê". E, aqui entramos em outro erro que geralmente nos vem a cabeça: pensar em uma causa. Por que pensar assim está incorreto? Porque são multiplas causas e, às vezes, a causa nem mais existe, mas o sintoma (leia-se comportamento) persiste.

Confuso? não se preocupe! Quando falei que eu não vou deixar você sozinho(a), falei sério! Vamos por partes!

Quando falamos em o que nos leva a fazer algo ou alguma coisa, falamos em motivação, que é um dos princípios básicos do comportamento humano. Para entender o que nos motiva, vou convidá-lo(a) à seguinte pergunta "por que nós apertamos o interruptor de luz?". Provavelmente você respondeu "para ligar ou desligar a luz" e a resposta está correta em partes. Digo em partes, porque também podemos apertá-lo por outros motivos como para testar seu funcionamento, para irritar alguém, etc. Contudo, vamos pegar a função - atenção nessa palavrinha mágica - de iluminar o ambiente. Mas será que continuaríamos motivados a apertar o interruptor caso ele não ligasse a luz ao apertarmos repetidamente? Provavelmente não, correto? O Fumar segue o mesmo raciocínio: Fumamos porque aprendemos que, ao fumar, alguma consequência desejada, consciente ou inconscientemente, será atingida.


E, quais são essas consequências tão


almejadas?


Bom! Pessoas fumam por diferentes motivos (podemos chamar também de funções) e por diferentes vias de aprendizado - Sim! Os vícios são aprendidos. Algumas pessoas, talvez a maioria, aprende por pertencimento a um ou mais grupos. Outras, por desejarem ser como alguém (parente, pessoa popular na escola, filmes, etc). Também há aquelas que aprendem por gostar dos diferentes formatos que a fumaça se molda, assim como o efeito "relaxante" da queda de pressão ao tragar, dentre outras muitas possibilidades.

Entretanto, vamos voltar ao caso de Matheus. Depois de ser direcionado ao psicólogo especialista na área e após algumas sessões, chega-se a conclusão que o início do vício foi devido a vontade aos 14 anos de se aproximar de uma menina que ele "estava afim" e que jà fumava e ficava junto ao grupo de amigos que também fumava. Matheus nunca chegou a estar com ela como além de amigos, contudo fez parte do grupo de fumantes até o fim do ensino médio, cerca de três anos depois de ser incluído na "galera". Durante esse tempo, conheceu outras pessoas e dessas pessoas, conheceu Jéssica, uma garota mais velha e já na faculdade com quem teve sua primeira experiência sexual, onde também ao fim do orgasmo, criaram o hábito de fumarem. Após o ensino médio, por não nascer em uma família abastada, Matheus teve que trabalhar. No trabalho, para socializar e também para tirar os cinco minutos justificáveis - infelizmente, em nossa cultura, fumar no meio corporativo é mais bem visto, do que apenas descansar que, por sua vez, é punido por ser visto como " corpo mole", ou "vagabundagem" - em alguns momentos durante o dia. Esse primeiro trabalho o qual nosso protagonista foi contratado envolvia vendas e metas. Com a pressão por atingir as metas, também veio a ansiedade que o fazia se sentir extremamente improdutivo e angustiado. Em pouco tempo também aprendeu que bastava alguns tragos para sentir essa ansiedade diminuindo de intensidade, o que notou ser um alívio.

Poderíamos ainda seguir contanto as outras descobertas, mas como nossa intenção é compreender e não fazermos uma faculdade de psicologia - eu já te livre dessa, hein?! haha - vamos pegar e organizar as principais funções (os porquês) do comportamento de fumar de Matheus, como listarei a seguir:

  • Pertencimento: ao fumar é favorecido a pertencer a grupos com comportamentos similares. Como seres sociais que somos, isso é uma tremenda vantagem.

  • Sociabilização: ao fumar consegue ter interesses em comum e, com isso, obtém vantagem ao facilitar ter parceiras(os) sexuais e amizades.

  • Condicionamento com o prazer: existe uma propriedade básica do nosso comportamento que é o emparelhamento de estímulos. palavra grande, eu sei. Não precisa decorar caso não queira, basta entendermos a ideia. Sabe o cheiro de alguma comida gostosa que te lembra, na maioria das vezes, um local, uma pessoa, ou um momento especial? Pois, é! Nós fundimos um estímulo (comida) com outro (momento, pessoa, etc). Agora na presença de um, também evocamos o outro. No orgasmo não é diferente. Não atoa, muitas pessoas amam o cigarrinho após o sexo.

  • Descanso sem culpa e sem punição alheia: temos que concordar que descansar é vantajoso e que é melhor ainda quando ninguém nos julga, faz chacota, etc. De acordo?

  • Regulação emocional: também temos que concordar que deixar de sentir uma emoção desagradável também é uma vantagem, não é?


E, como eu posso lhe ajudar com isso?


Vamos la! Primeiramente, nesses mais de oito anos dedicado a clinica, estudando , me especializando e atendendo centenas de pessoas, e muitas com essa mesma demanda (vícios), desenvolvi um olhar aguçado, experiente e compreensão afiada nessas chamadas funções e nos mecanismos psicológicos por trás delas. Assim, como também entendo quais ferramentas utiliza em quais contextos elas são mais eficazes no tratamento e resolução dessa demanda tão comum no consultório. Mas, para resumir a metodologia vou elencar o passo a passo abaixo:

  1. Por meio de uma entrevista anamnética extensa e bem detalhada, iremos juntos entender a historicidade, ou seja, quando iniciou, há quanto tempo, tentativas de para com o vício e quais estratégias já foram utilizadas e em quais contextos.

  2. Ainda durante a anamnese vou explicar os mecanismos neurológicos, psicológicos e sociais atrelados ao vício, assim como explicar de forma bem didática as estratégias para combatê-lo.

  3. Também vamos entender como você reage à abstinência, como também às emoções, pois elas tem um a fator crucial nas falhas das tentativas de parar com o que te faz mal.

  4. Iremos verificar os fatores estabelecedores do vício, ou seja, o que tem mantido esses comportamentos indesejáveis tão enraizado em seus hábitos.

  5. Após essa minuciosa análise e estruturação única do seu caso, vamos treinar juntos as abordagens e técnicas necessárias com mais evidencias científicas e eficácia para o seu caso de forma personalizada.

  6. Iremos traçar objetivos claros para verificarmos a melhoria e progresso dos sintomas e comportamentos indesejáveis.

  7. Vamos reforçar cada vez mais essas habilidades de enfrentamento que estão te levando ao cumplitude do seu objetivo tão sonhado

  8. Pra finalizar, iremos criar bases preventivas para previnir as famosas recaídas.


Vamos mudar de vida o quanto antes? Vamos retomar as rédeas da sua vida? Basta clicar aqui e marcar uma conversa comigo totalmente gratuita para que eu possa lhe ouvir e iniciarmos essa jornada que é viver com mais autonomia e mais leveza no viver.

 
 
 

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